sábado, 28 de março de 2009

Sábado à noite em casa... quem merece?

Hoje é sábado...


Eu gostaria muito de acordar meio dia. Queria muito mesmo. Infelizmente isso não ocorreu. Tive que acordar às 9:30 para resolver uns problemas que apareceram de última hora. Tudo bem, tudo bem... Pelo menos os problemas foram resolvidos.

                Cheguei em casa e almocei. Fiquei no PC e tal, e depois fui assistir a vitória do meu glorioso time em cima do porco freguês. No segundo tempo, caí no sono e dormi o equivalente a duas horas e meia. Fazendo um cálculo muito simples, temos: 9:30 + 2 horas e 30 minutos = 12 horas! Viva! o/ Tinha dormido até ao meio dia, mesmo que de forma parcelada.

                Quando pensei em ficar contente com isso, e contar aos meus irmãos, algo muito incomodante aconteceu. Um som alto e gritante tomou conta da sala de casa. O ritmo dançante e frenético acompanhado de letras repetitivas, com um apelo sexual não deixava dúvidas: tava rolando um pagodão na casa do vizinho. (ou axé, como é conhecido em muitos lugares do Brasil)

                Aliás... vamos aos esclarecimentos: Nada contra o ritmo em si. Devo admitir que a levada e o balanço do ritmo é muito interessante. Na minha opinião, o que estraga de fato todo esse balanço interessante e contagiante, são as “letras” que fazem parte desse movimento. “Rála a tcheca no chão (ou no asfalto)”, “olha o badalo do negão”, “pegue na minha e balance”, “perereca pra frente, perereca pra trás”... poderia citar várias canções que estão carregadas de sentidos dúbios.

                Juntamente a isso, vem um fator que está presente em todo tipo de festa que envolve um som alto entre jovens: bebida alcoólica. Não tenho nada contra a bebida, ou contra quem bebe. Não sei se já percebeu, mas respeito qualquer tipo de manifestação do ser humano por mais estranha que ela possa ser. O que me preocupa de verdade é o que está implícito a tudo isso, as conseqüências e os riscos que muitos desses jovens correm em momentos como este.

                Pode me chamar de careta. Gosto disso até... Porém, não sejamos tão ingênuos. A bebida alcoólica não é o grande problema, mas colabora demais para muitas tragédias, haja vista a redução de acidentes de trânsito após a lei seca. O maior problema é a necessidade de auto-afirmação das pessoas em alguns grupos. Isso é algo absolutamente normal, porém têm os seus pontos negativos presentes em maior proporção, variando de grupo para grupo. Algumas necessidades apresentadas em tribos como a do pagode e da bebida, faz com que algumas pessoas se exponham ao ridículo, bebam até passar mal e falar besteiras, ou dance feito um louco. E pode acreditar. Se você pretende fazer parte de um grupo como esse, e não fizer o que o grupo “pede” você será considerado um eterno “estranho no ninho”. E esclarecendo novamente: isso não acontece apenas nesse grupo citado.

                Porém há algo que me incomoda nisso tudo. Vou relatar resumidamente o que aconteceu: enquanto rolava a música e a bebedeira, fui até a garagem e tirei o carro para ir comprar pão e outras coisas para comermos aqui em casa. Assim que coloquei o carro pra fora me deparei com duas jovens muito lindas que faziam parte dessa festa, que me olharam de cima a baixo, com um olhar carregado de sensualidade. Era algo estranho. Parecia que ela queria me levar para cama pelo simples fato de aparecer ali e tirar aquele carro da garagem. E isso me deixou constrangido. Fiquei imaginando o que aquela garota não faria nessa noite ou em anteriores em nome de uma vontade proporcionada por algumas latas de cerveja. Há realmente quem curta isso. Dizem que as mulheres ficam mais fáceis. Continuo respeitando tudo isso, porém acho muito estranho. Acho estranho, essa coisa de ficar por ficar, para realizar desejos e vontades carnais com uma pessoa, sem que haja pelo menos aquele interessante momento de paquera, e depois vê-la partir e dizer: Estou aliviado. Nada contra ficar. Até faço isso também. O que não acho legal é fazer isso por estar embriagado, e não lembrar o que aconteceu na noite anterior.

                Por fim, isso me fez pensar em outra coisa também. Algo que eu odeio, mas sou forçado a concordar devido aos fatos que me rodeiam. Como já falei em post anteriores, sou baiano, moro na capital do carnaval mundial. E certas coisas que acontecem aqui, são infelizmente espalhadas para o resto do país e até do mundo, gerando motivos imensos para piadinhas infames relacionadas a estereótipos. Então, fecharei meu post com um vídeo que faz uma verdadeira sátira a um dos nossos estereótipos, e logo após um vídeo com uma música de pagode da banda Fantasmão que eu realmente acho muito interessante e retrata muito bem uma parte maior do povo soteropolitano. Ainda há muita coisa boa sendo feita aqui na Bahia. Que você possa ter entendido a minha mensagem e que ela sirva de reflexão também para você. 


                                      



                                      



Inglês Fluente...

Este é um dos meus vídeos preferidos na internet. Dou sempre muita risada com esse radialista que tem o seu inglês britanicamente explicitado... Vale a pena conferir... = )

                                                   

sexta-feira, 27 de março de 2009

Você é acomodado?

Acomodadoadj. Conformado com uma situação com a qual não concorda inteiramente (diz-se de indivíduo).

Antônio Houaiss

Bem, que fique claro. Eu muitas vezes sou acomodado.

Vivo reclamando dos problemas que nos cercam. Vivo dizendo que político não vale nada. Vivo dizendo que mulher precisa de manual. Vivo dizendo que muitos motoristas mudam de pista e não sinalizam. Vivo reclamando da tarifa de ônibus que sobe a cada dia. Vivo reclamando do ônibus que atrasa. Vivo reclamando da flexibilidade nacional (ou “jeitinho brasileiro” como preferir). Reclamo muito, esse é o fato. Porém não consigo nem quero fazer nada pra mudar isso. Perdoem-me os mais esperançosos, mas acho cada vez mais utópicos alguns discursos de mudança e melhoria. Torço para que isso aconteça! Mas na real situação que me encontro, não consigo mais investir tempo pensando nisso, e sempre me frustrando.

Antes que você pense errado, eu não sou um publicitário em formação que não se preocupa com os problemas sociais, com a política do nosso país, ou como entender melhor as mulheres, ter paciência com os que não sinalizam ou até mesmo tentar entender o jeitinho brasileiro. Pelo contrário! É que vejo muitas coisas piorarem sempre. Algumas outras melhoraram substancialmente, de fato. Hoje estava no ônibus lendo um livro de produção gráfica muito antigo, mostrando máquinas arcaicas, enormes, e hoje resolvemos tudo com tanta qualidade e sofisticação. A tecnologia é algo fantástico, de fato...

Então, digamos que tudo é uma questão de foco. E o meu foco é me preocupar com coisas minhas. E não é egoísmo, que fique claro. Aliás, isso nasceu em contrapartida a um defeito meu: pensar mais no próximo do que em mim. Mas sabe qual é o pior? Eu continuarei sendo assim. Quando escolhi a profissão de publicitário, implicitamente me dispus a ajudar outros com seus problemas. Resolver problemas de comunicação, principalmente. Fazer com o que meu cliente venda melhor ou torne sua imagem junto ao público mais confiável. Em resumo: eu tenho meus problemas e os problemas dos meus clientes para resolver. E quem espera que o Brasil melhore, assim como eu espero, e faz algo para mudar isso, não pare, mas procure me entender.

Acomodei-me com isso. E isso não me faz mal nem pesa em minha consciência.

E só para esclarecer... Não generalize a acomodação... principalmente a minha.

"Abáutmi"

Agora, falando de mim... ¬¬

Tenho 22 anos, estudo comunicação Social – Publicidade e Propaganda na Universidade Católica do Salvador, e curso o 6º semestre. Tenho uma família maravilhosa (vocês me verão falar muito dela). Meus pais fizeram bodas de pratas esse ano (25 anos) e eles são o meu sustentáculo em todas as áreas da minha vida. Sou o primogênito de 3 homens. Eu, Eliezer Junior (22), Matheus (17) e Caio (12).



Moro em Salvador – Ba. Gosto de ir ao cinema sozinho (e acompanhado também), gosto de ler, pegar o baba (jogar futebol), pedalar, viajar, ficar na net, jogar banco imobiliário, conversar, tomar banho de chuva, pular corda, ouvir rock flashback, estudar, tocar violão, estar com meus amigos (um dos preferidos), falar besteira, assistir seu Madruga o/, jogar conversa fora, investir em amizades e relacionamentos, comer... enfim... tem muita coisa que gosto de fazer.

Sou a mistura da história de vida do meu pai com a da minha mãe mais experiências minhas e relacionamentos interpessoais. Para mim, a família é a maior instituição na face da terra. E digo isso, obviamente por graças a Deus, ter crescido em uma família muito especial, logo está explicada o porquê desse comentário. Há quem diga que só penso assim, porque tenho uma família bem estruturada. Ledo engano. Isso ajuda, é fato... e tenho quase certeza que não faria esse comentário se tivesse uma família assim. Conheço pessoas que tinham tudo para estar desgostosas da vida, devido a problemas desse cunho, porém tem uma vida melhor do que eu e você. Então, o que quero dizer com isso? Simples. Acomodação existe em qualquer lugar.

Começando...

Bem...

Eu sou uma pessoa com defeitos e qualidades como qualquer outro ser humano, gosto de escrever, e é isso que vou fazer a partir de agora. Na verdade, sempre quis ter um blog para escrever coisas que eu gosto e me identifico; que não gosto e não me identifico mas continuo respeitando, ou postar coisas que gosto, que vejo pela net, e simplesmente acho interessante. Vale a pena ressaltar que o que pode ser interessante para mim, não precisa ser para você, caro leitor.

Então, dito isto, vamos a parte em que eu falo de mim. Antes, preciso esclarecer algumas coisas:

1º - O que eu considero alto confiança, pode ser (e normalmente é) interpretado pelas pessoas como prepotência. Costumo dizer que na verdade, a linha que separa essas duas características é muito tênue.


2º - Acho uma verdadeira falsidade quando dizem: “Eu não ligo para o que os outros falam”. Se você é assim, tudo bem... respeito de verdade. Mas isso não ocorre comigo não. É óbvio que depende de quem fala principalmente. Porém ao longo da minha vida percebi que comentários malditos (malditos mesmo) podem te atrapalhar, por mais “insignificante” que seja a pessoa que proferiu os mesmos.


3º - O que eu falarei aqui não deve ser aceito com verdade absoluta, (tá bom, fui prepotente) mas creio que ao longo do que for escrevendo nesse blog, você possa se identificar com alguns casos vivenciados por mim ou por amigos e conhecidos, e até achar que possa ter tido razão.


4º - Pode ser também que eu não passe do primeiro post. E esse é o principal esclarecimento.